23 anos construindo a história da Making

23 anos construindo a história da Making

Quando alguém conhece a Making hoje, encontra uma empresa que atua com tecnologia, marketing digital, desenvolvimento de software, infraestrutura de TI e estratégia para negócios.

O que pouca gente imagina é que nada disso nasceu de um plano pronto.

Nossa história começou muito antes dos 23 anos que comemoramos oficialmente em 25 de julho.

O CNPJ veio em 2003. A vontade de construir veio bem antes.

Naquela época, não fazíamos ideia de onde a empresa chegaria. Também não existia um mapa indicando qual seria o caminho. O que existia era curiosidade, disposição para aprender e uma certeza que acabou acompanhando toda a nossa trajetória: a melhor forma de evoluir sempre foi colocar a mão na massa.

Curiosamente, muitos anos depois percebemos que essa ideia sempre esteve presente no nosso próprio nome.

Making.

Fazer.

Construir.

Transformar ideias em realidade.

Sem perceber, passamos mais de duas décadas vivendo exatamente o significado da palavra que escolhemos para representar a empresa.

Antes do CNPJ, já existia um propósito

A Making nasceu da união de três histórias diferentes.

O Rafael, formado em Ciência da Computação pela EEP – Escola de Engenharia de Piracicaba, sempre esteve muito próximo da tecnologia, trabalhando com implementação de sistemas, infraestrutura e redes.

O Eduardo veio da Publicidade, formado pela PUC-Campinas.

Eu, Gustavo, me formei em Comunicação Social pelo Unisal e construí minha carreira muito ligada ao mercado gráfico e à mídia impressa.

No início, o plano era criar uma agência de publicidade. Parecia o caminho mais natural.

Enquanto aprendíamos sobre campanhas, impressão e comunicação, a internet começava, silenciosamente, a mudar as regras do jogo.

Naquele começo dos anos 2000, poucas empresas enxergavam a web como uma oportunidade real. Para muita gente, um site era apenas um cartão de visitas digital.

Nós resolvemos apostar que aquilo seria muito maior. Não porque tínhamos certeza, mas porque tínhamos vontade de descobrir.

Fazer um site era completamente diferente

Nosso primeiro site foi desenvolvido em 2001.

Hoje basta abrir uma plataforma, escolher um template e publicar.

Naquela época, a realidade era completamente diferente.

Grande parte do trabalho era feita praticamente linha por linha de código. Os layouts eram montados com tabelas no Dreamweaver e, algum tempo depois, vieram os projetos em Flash, que pareciam representar o futuro da internet.

Não existia design responsivo.

Quase não existiam vídeos ensinando como resolver um problema.

As comunidades técnicas ainda eram pequenas.

Quando aparecia um erro, dificilmente alguém já tinha passado por ele e publicado uma solução.

Nem o Google era a referência absoluta que conhecemos hoje. Muitas buscas aconteciam no Cadê?, no AltaVista, no Yahoo Search e em outros mecanismos que acabaram ficando pelo caminho.

Lembro de muitas noites indo dormir sem conseguir resolver um desafio assumido para um cliente.

No dia seguinte, voltávamos para o escritório e tentávamos outra vez.

Era frustrante, mas era exatamente assim que aprendíamos.

Também não existiam os bancos de imagens praticamente infinitos que hoje fazem parte da rotina de qualquer designer.

Grande parte das referências chegava em catálogos impressos enviados pelas gráficas. Folheávamos páginas procurando boas composições, enquadramentos e soluções visuais. Muitas vezes escaneávamos aquelas imagens apenas como inspiração para criar algo completamente novo.

Era um processo muito mais lento e, ao mesmo tempo, um enorme exercício de criatividade.

Hoje, olhando para trás, percebo que aquelas limitações acabaram sendo uma grande escola. Sem tantas ferramentas disponíveis, éramos obrigados a entender o problema antes de pensar na solução. Acho que isso influenciou muito a forma como trabalhamos até hoje.

Antes mesmo de conhecermos UX, já pensávamos no usuário

Naquela época, eu também não fazia ideia de que existia algo chamado UX — User Experience.

Muito menos conhecia conceitos como arquitetura da informação ou nomes como Don Norman, que anos depois se tornariam referências para quem trabalha com produtos digitais.

Mas, de alguma forma, a preocupação já estava lá.

Antes mesmo de abrir o Dreamweaver, eu desenhava cada página em folhas de papel usando uma lapiseira. Escrevia os textos, organizava os blocos de conteúdo, apagava, mudava tudo de lugar e tentava entender qual informação realmente precisava aparecer primeiro.

Sem perceber, eu já organizava a informação pensando em quem utilizaria aquele site. Anos depois descobri que aquilo tinha nome: arquitetura da informação.

Se um serviço era mais importante para o cliente, ele precisava aparecer no menu principal. Se determinada informação ajudava na decisão de compra, ela deveria ganhar mais destaque. Outras poderiam ficar no rodapé ou em páginas internas.

Tudo era muito intuitivo. Não existia método; existia tentativa e erro.

Até os botões seguiam essa lógica. Eles tinham sombras, relevos e volume porque ainda estávamos ensinando as pessoas a navegarem na internet. O botão precisava parecer um botão de verdade para que ninguém tivesse dúvida de que ali existia uma ação.

Pode parecer um detalhe de design, mas, no fundo, era uma preocupação com quem estava do outro lado da tela.

Com o tempo, entendemos que muitas das coisas que fazemos hoje de forma estruturada nasceram desse período. Antes de conhecermos a teoria, já tentávamos construir experiências mais simples e intuitivas para quem utilizava os sites que desenvolvíamos.

Quando entendemos que o digital deixaria de ser apenas uma aposta

Foi nessa mesma época que começamos a enxergar a internet de outra forma.

Inicialmente, nossa ideia era atuar como uma agência de publicidade tradicional. O digital era apenas mais uma frente de trabalho, mas, conforme os projetos surgiam, ficava cada vez mais evidente que aquele mercado estava apenas começando.

Em 2003 tomamos uma decisão que mudaria definitivamente a história da Making. Optamos por concentrar nossos esforços em tecnologia e marketing digital. Na época, essa escolha estava longe de ser óbvia. Ainda havia muitas dúvidas sobre o futuro da internet e poucas empresas acreditavam que ela se tornaria um dos principais canais de relacionamento e geração de negócios.

Nós acreditamos. Não porque conseguíamos prever o futuro, mas porque percebíamos que aquele ambiente oferecia possibilidades que dificilmente existiriam em qualquer outro meio de comunicação.

Olhando para trás, talvez essa tenha sido a decisão mais importante que tomamos.

Aprender a medir mudou a forma como trabalhávamos

Conforme a internet amadurecia, nós também amadurecíamos.

Durante muito tempo, desenvolver um site significava entregá-lo ao cliente e torcer para que ele cumprisse seu papel. Havia poucas formas de entender como as pessoas navegavam, o que despertava interesse ou onde abandonavam uma página.

Essa percepção começou a mudar quando participamos de um evento da Locaweb. Em uma das palestras, o professor Luli Radfahrer usou uma expressão que nunca mais saiu da nossa memória: “É preciso tangibilizar o intangível.”

Aquilo fez muito sentido.

Passamos a utilizar ferramentas como o Google Analytics para transformar percepções em informações concretas. Pela primeira vez conseguíamos mostrar aos clientes o comportamento dos visitantes, identificar oportunidades de melhoria e tomar decisões baseadas em dados, e não apenas em impressões.

Essa mudança também abriu espaço para uma atuação mais consistente em SEO, Google Ads, produção de conteúdo e análise de desempenho. Mais importante do que aprender novas ferramentas foi entender que bons resultados dificilmente aparecem por acaso. Eles são consequência de observação, testes e melhoria contínua.

Tecnologia e marketing cresceram juntos

Enquanto nossa atuação em marketing digital evoluía, a área de tecnologia também continuava se fortalecendo.

Infraestrutura, redes, servidores, suporte e implantação de sistemas sempre fizeram parte da história da Making. Muitos clientes chegavam até nós com desafios que iam muito além da comunicação. Precisavam organizar processos, integrar informações e tornar a gestão mais eficiente.

Foi dessa necessidade que nasceu o Velosys, nosso sistema ERP. Ele não surgiu porque queríamos desenvolver um software próprio, mas porque percebemos uma demanda recorrente entre os clientes que atendíamos. Assim como aconteceu com tantas outras soluções ao longo da nossa trajetória, o Velosys nasceu da prática, convivendo diariamente com empresas que precisavam de ferramentas capazes de facilitar a operação e apoiar decisões mais seguras.

Talvez essa seja uma das características que mais definem a Making. Nunca enxergamos tecnologia e marketing como caminhos diferentes. Para nós, ambos fazem parte da mesma estratégia: utilizar conhecimento, processos e inovação para ajudar empresas a crescerem de forma consistente.

Crescer junto com pequenas e médias empresas também foi uma escolha

Ao longo desses anos, tivemos a oportunidade de conhecer empresários de diferentes segmentos e realidades.

Grande parte da nossa história, porém, foi construída ao lado de pequenas e médias empresas. Talvez porque sempre entendemos seus desafios muito de perto. Nós também crescemos enfrentando limitações, escolhendo onde investir e aprendendo que nem sempre é possível fazer tudo ao mesmo tempo.

Essa experiência influenciou profundamente a forma como trabalhamos.

Nunca acreditamos em soluções universais, porque cada empresa possui um contexto diferente. Um investimento que faz sentido para um negócio pode não funcionar para outro. Uma estratégia excelente para determinado mercado pode ser completamente inadequada para outro segmento.

Foi por isso que, ao longo dos anos, preferimos ajustar expectativas em vez de vender promessas.

Em alguns momentos essa postura nos custou projetos. É muito mais fácil dizer aquilo que um cliente gostaria de ouvir do que explicar que resultados exigem planejamento, consistência e tempo.

Mesmo assim, sempre acreditamos que construir uma relação baseada em confiança seria mais importante do que conquistar um contrato baseado em expectativas irreais.

O que continua igual depois de 23 anos

Hoje vivemos mais uma grande transformação.

A inteligência artificial está mudando a forma como pesquisamos, produzimos conteúdo, desenvolvemos software e tomamos decisões. Assim como aconteceu com a chegada da internet, muitas ferramentas deixarão de existir e outras ocuparão seu lugar.

Nós continuaremos estudando, aprendendo e incorporando aquilo que realmente fizer sentido para os nossos clientes.

O que não pretendemos mudar é a forma como encaramos nosso trabalho.

Continuamos acreditando que tecnologia deve simplificar processos, que marketing precisa gerar valor antes de gerar visibilidade e que estratégia continua sendo o melhor ponto de partida para qualquer projeto.

Quando olho para trás, percebo que a Making nunca foi construída apenas pelos serviços que oferece.

Ela foi construída pelas pessoas que fizeram parte dessa caminhada, pelos desafios que enfrentamos, pelos erros que nos ensinaram mais do que muitos acertos e pela confiança que clientes e parceiros depositaram em nosso trabalho ao longo desses anos.

Completar 23 anos representa muito mais do que celebrar uma data. É uma oportunidade de olhar para essa trajetória com gratidão, reconhecer o quanto evoluímos e renovar o compromisso que assumimos lá no início.

Depois de 23 anos, continuo acreditando que as melhores soluções não nascem de promessas, mas da disposição de entender um problema, aprender com ele e construir o próximo passo. Talvez seja por isso que, tantos anos depois, nosso nome continue fazendo tanto sentido.

Making nunca foi apenas a marca da empresa. Tornou-se a maneira como escolhemos trabalhar.

Fazer.

Aprender.

Melhorar.

Construir.

Foi assim que chegamos até aqui. E é assim que queremos continuar.

4 comentários em “23 anos construindo a história da Making”

    1. Gustavo Matarazo

      Valeu, Alexandre! Agradecemos por fazer parte dessa história. Ter clientes como você é o que dá sentido a esses 23 anos.

  1. Tenho muito orgulho de ter feito parte dessa história e de acompanhar de perto o crescimento sólido da Making, sempre trazendo um olhar inovador para os projetos de seus clientes. Que venham muitos e muitos anos de sucesso para vocês! 🚀🎉

    1. Gustavo Matarazo

      Ficamos felizes demais com essas palavras, Michelli. Você fez parte dessa construção e isso tem muito valor pra gente. Um abraço e obrigadão por continuar torcendo pela Making!

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