Black Friday 2026: como a inteligência artificial está mudando as vendas online

Black Friday 2026: como a inteligência artificial está mudando as vendas online

Publicado em 11 de setembro de 2025 | Atualizado em 03 de setembro de 2026

Black Friday 2026: dados, tendências e estratégias para preparar seu e-commerce para uma jornada de compra cada vez mais influenciada por IA, SEO, GEO, confiança e experiência digital. 

A Black Friday de 2025 confirmou algo que já vinha se desenhando nos últimos anos: a data continua forte, mas a disputa pelas vendas não acontece mais apenas na última sexta-feira de novembro.

Segundo dados da Confi Neotrust, autoridade em inteligência de dados e mercado focada no comércio eletrônico, o e-commerce brasileiro faturou R$ 4,76 bilhões somente na sexta-feira da Black Friday de 2025, crescimento de 11,2% em relação a 2024. Foram 8,69 milhões de pedidos, 28% a mais que no ano anterior. Ao mesmo tempo, o ticket médio caiu 12,8%, para R$ 553,60.

Quando ampliamos a análise, o comportamento fica ainda mais interessante. De quinta-feira a domingo, o comércio eletrônico ultrapassou R$ 10,19 bilhões em vendas. E, entre 1º e 27 de novembro, antes mesmo da sexta-feira oficial, já haviam sido movimentados R$ 39,2 bilhões.

Isso muda a forma de planejar a Black Friday de 2026.

O consumidor continua esperando boas oportunidades na sexta-feira, principalmente para compras de maior valor, mas passou a pesquisar, comparar preços e comprar durante um período muito maior. A Black Friday deixou de ser apenas uma data promocional para funcionar como uma jornada de decisão que atravessa boa parte de novembro.

E existe mais uma mudança acontecendo dentro dessa jornada: buscadores, marketplaces, redes sociais e comparadores agora dividem espaço com assistentes e experiências de busca baseadas em inteligência artificial.

Para quem vende online, portanto, a preparação para a Black Friday de 2026 começa antes da campanha. Começa na qualidade das informações que a empresa disponibiliza, na confiança que constrói e na capacidade de ser encontrada quando o consumidor ainda está decidindo o que comprar.

O que esperar da Black Friday 2026?

Ainda é cedo para tratar qualquer estimativa de faturamento como resultado provável da data, mas os dados de 2025 ajudam a identificar movimentos que merecem entrar no planejamento.

O primeiro deles é a consolidação da Black November. Em 2025, o e-commerce movimentou R$ 39,2 bilhões entre os dias 1º e 27 de novembro, segundo a Confi Neotrust. Na própria sexta-feira, foram R$ 4,76 bilhões.

Isso não significa que o dia oficial perdeu importância. Pelo contrário: o consumidor parece distribuir compras recorrentes e oportunidades ao longo do mês, enquanto continua reservando decisões de maior valor para momentos em que percebe descontos mais interessantes.

Há outro sinal importante. Em pesquisa realizada pela Ipsos para a Black Friday de 2025, 81% dos entrevistados disseram que pretendiam pesquisar ou comprar antes da data principal. Na mesma pesquisa, 90% afirmaram intenção de comprar e 64% planejavam gastar mais de R$ 500.

Para 2026, nossa leitura é que a disputa começará antes da promoção. As marcas precisarão conquistar a consideração do consumidor enquanto ele ainda pesquisa preços, compara produtos, verifica reputação e decide o que realmente vale a pena comprar.

E é justamente nessa fase que a inteligência artificial ganha relevância. Quanto mais o consumidor utiliza perguntas completas para pesquisar, comparar e selecionar produtos, maior a importância de manter informações claras, verificáveis e tecnicamente acessíveis sobre produtos, preços, disponibilidade, políticas e reputação.

A Black Friday de 2026 tende, portanto, a exigir duas velocidades: presença durante todo o período de pesquisa e preparação, sem perder força comercial nos momentos em que a intenção de compra atinge seu ponto mais alto.

Quando será a Black Friday 2026?

A Black Friday de 2026 acontece na sexta-feira, 27 de novembro. Para o e-commerce, porém, o planejamento não deve começar nessa data.

Os resultados de 2025 mostram que uma parcela relevante das vendas e da pesquisa acontece ao longo de novembro, reforçando a importância de preparar campanhas, conteúdo, estoque, feeds e públicos com antecedência.

A inteligência artificial vai influenciar a Black Friday 2026?

A tendência é que a IA participe cada vez mais da fase de pesquisa e comparação. Isso não significa que buscadores, marketplaces ou redes sociais perderão importância. A mudança está na quantidade de caminhos disponíveis para o consumidor chegar a uma decisão. Uma mesma compra pode começar no Google, continuar em um assistente de IA, passar por avaliações e terminar diretamente na loja ou marketplace.

A inteligência artificial não é um “canal”: ela é vitrine, consultor e checkout ao mesmo tempo

As interfaces de inteligência artificial deixaram de ser uma mera curiosidade para se tornar uma porta de entrada fundamental na jornada de compra do consumidor. Quando alguém pede a um assistente virtual “melhores TVs de 55 polegadas para sala pequena até R$ 2.500”, essa pessoa está terceirizando a curadoria.

Para uma loja virtual, essa dinâmica muda as regras do jogo. É preciso ser fácil de ser citado, confiável para ser recomendado e simples para que o consumidor finalize a compra, tudo isso em poucas interações. O grande segredo, não é tentar “hackear” a inteligência artificial. Pelo contrário, é organizar todo o seu ecossistema digital para que os sistemas de IA tenham motivos e dados concretos para escolher e recomendar a sua marca.

Planejamento estratégico: a base de tudo

Antes de mergulharmos nas inovações da inteligência artificial, é fundamental ter uma base sólida de planejamento. Como sempre destacamos aqui na Making, não se deve esperar a véspera da data para informar ao consumidor que você participará da Black Friday. O planejamento antecipado continua sendo a chave para o sucesso.

Nossa experiência nos mostra que um planejamento detalhado, com um cronograma de ações bem definido, é o ponto de partida. É essencial estabelecer o objetivo principal da campanha, mapear o público-alvo com precisão, definir a lista de produtos prioritários e determinar descontos que realmente impactem.

Também precisamos estabelecer critérios claros para benefícios, escolher os canais de divulgação mais eficazes, definir a verba, negociar com fornecedores e preparar indicadores para acompanhamento em tempo real.

Como se tornar uma “entidade citável” para experiências de inteligência artificial

Os modelos de inteligência artificial priorizam marcas com identidade clara e rastros públicos consistentes na internet. Sabemos que o primeiro passo é começar pelo óbvio, algo que muitas empresas ainda não fazem de forma completa.

Para que sua marca seja reconhecida e recomendada pelas IAs, é preciso construir uma base sólida de confiança digital. Isso começa com páginas institucionais completas em seu site, incluindo história, liderança, CNPJ, endereço físico e canais de contato. As políticas de trocas, devoluções e prazos de entrega devem estar visíveis, e a autoria de conteúdo clara.

A consistência de dados é outro pilar. O nome, endereço e telefone da sua empresa devem ser idênticos em seu site, redes sociais, marketplaces e perfis locais. Todas as informações precisam estar sincronizadas, e os certificados de segurança e selos de confiança devem estar sempre atualizados. Ao seguir essas práticas, você reduz a ambiguidade e melhora a confiança algorítmica, facilitando que os sistemas de inteligência artificial consolidem quem você é, o que você vende e onde você atende.

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Dados estruturados: o novo “sinal verde”

A forma mais direta de se tornar elegível para citações em resumos gerados por inteligência artificial é facilitar a leitura de máquina do seu catálogo de produtos e das suas páginas. Segundo o que aprendemos nessa longa jornada como agência digital, entendemos que isso vai muito além de um simples “truque de SEO“; é, na verdade, uma questão de infraestrutura para o entendimento.

Quando a inteligência artificial consegue extrair respostas confiáveis e sem esforço do seu site, sua marca automaticamente entra para a lista de recomendações. Isso significa que precisamos de uma marcação rica de produtos, com informações essenciais para cada item, como marca, GTIN, preço, condições de parcelamento, disponibilidade em tempo real, dimensões, especificações técnicas e avaliações agregadas.

Dados estruturados ajudam mecanismos de busca a entenderem o que existe em uma página, mas não funcionam como um passe de entrada para respostas geradas por inteligência artificial.

O próprio Google afirma que não existe uma marcação especial para aparecer nas Visões gerais criadas por IA ou no Modo IA. A base continua sendo SEO bem executado: conteúdo útil, rastreável e indexável, informações importantes disponíveis em texto, boa experiência de página, links internos e dados estruturados coerentes com aquilo que o usuário realmente encontra na página.

Para e-commerces, a estrutura técnica continua tendo peso prático. A marcação “Product” pode fornecer informações como preço, disponibilidade, frete e devolução às experiências de produto do Google. O ponto não é “escrever para a IA”, mas eliminar ambiguidades entre o que sua página diz, o que seu feed informa e aquilo que realmente está disponível para compra.

Além disso, a estruturação de conteúdo em páginas institucionais e de ajuda é vital. Isso inclui perguntas e respostas estruturadas (usando o schema de FAQ), breadcrumbs (navegação hierárquica) para contexto de navegação e marcação de organização e contato.

Conteúdo orientado ao tema, não a palavras-chave

As perguntas que chegam às inteligências artificiais são, em sua maioria, conversacionais e muito específicas. Em vez de produzir textos genéricos focados apenas em palavras-chave, nossa abordagem na Making é construir conteúdos que realmente ajudem o usuário a resolver suas decisões de compra.

Isso se traduz em guias de decisão inteligentes, que são conteúdos focados em converter. Pense em guias de “como escolher” baseados no uso e no orçamento, comparativos sucintos com prós e contras, e FAQs que tiram dúvidas sobre compatibilidade e prazos. Tabelas comparativas, fotos úteis e vídeos curtos que demonstram aplicações práticas enriquecem essa experiência. É fundamental manter tudo atualizado, com a “última atualização” visível, preços e disponibilidade em tempo real.

Como aumentar as chances de seu conteúdo ser encontrado pelas IAs

Não existe uma configuração capaz de garantir que uma página seja citada pelo ChatGPT, Gemini ou pelas experiências de IA do Google. Existe, porém, uma diferença importante entre tentar “otimizar para uma IA” e construir conteúdo que esses sistemas consigam encontrar, compreender e considerar útil.

No Google, as mesmas bases do SEO continuam valendo para AI Overviews e AI Mode. O conteúdo precisa estar acessível ao Googlebot, indexável, disponível em texto, bem conectado internamente e sustentado por informações claras e confiáveis. O Google também explica que seus recursos de IA podem realizar várias buscas relacionadas a uma mesma pergunta para encontrar fontes que ajudem a responder diferentes partes do problema.

No caso do ChatGPT, a OpenAI informa que sites públicos podem aparecer nos resultados de busca e recomenda permitir o acesso do OAI-SearchBot. Isso precisa ser conferido não apenas no robots.txt, mas também em CDNs, firewalls e sistemas de proteção contra bots.

Na prática, a oportunidade está em produzir a melhor resposta possível para perguntas reais do consumidor. Uma página que explica claramente para quem um produto serve, suas limitações, diferenças em relação às alternativas, preço, disponibilidade, entrega e critérios de escolha oferece mais matéria-prima útil do que uma página construída apenas para repetir uma palavra-chave.

Crie uma landing page exclusiva para Black Friday

Assim como recomendamos consistentemente, criar uma página específica para a Black Friday é uma estratégia fundamental para o sucesso da sua campanha.

Leia também Desvendando as Landing Pages: Um guia prático para criar páginas de destino irresistíveis.

Essa página deve ser um hub de estratégia de captura e engajamento. Ela precisa ter conteúdo rico sobre as ofertas, um formulário para a captação de e-mails para ofertas exclusivas, e uma integração fluida com o WhatsApp.

A otimização SEO com palavras-chave da temporada e o uso de schema markup são essenciais. Você aumenta sua lista de e-mails qualificados, cria uma audiência segmentada e gera dados valiosos para alimentar sistemas de inteligência artificial.

Mobile-first: a prioridade absoluta

Os dados são cada vez mais contundentes: a experiência mobile é primordial. Em 2023, 73% das compras em e-commerce na América Latina foram realizadas via mobile. No Brasil, 56% dos acessos a sites partem de dispositivos móveis. Isso significa que a primeira tela, e muitas vezes a única, é o celular.

Por isso, a otimização mobile é essencial. Seu site precisa ter uma velocidade de carregamento inferior a 3 segundos, um design responsivo e touch-friendly, um checkout simplificado para mobile, integração nativa com carteiras digitais e botões e formulários otimizados para telas pequenas. É preciso testar exaustivamente a experiência em diferentes dispositivos e conexões.

Merchant, feeds e estoques: a base invisível

Para que seus produtos apareçam em experiências de descoberta e compra mediadas por inteligência artificial, seu feed de produtos precisa estar impecável. Essa é a base invisível que sustenta a visibilidade.

Um feed de produtos otimizado deve conter elementos críticos: títulos pensados para a intenção de busca, descrições que respondam às dúvidas, o GTIN correto, preços e estoque atualizados em tempo real, imagens de alta qualidade e uma categorização precisa. Erros pequenos são suficientes para tirar sua marca de recomendações que acontecem em milissegundos.

Os produtos esgotaram! E agora?

Muita atenção em tirar uma página do ar para produtos que se esgotaram. E essa é uma reação muito comum: a página fora do ar ou levando a um redirecionamento qualquer. 

Se o produto for voltar ao estoque, a página tem que continuar no ar (Sem exceção!). Remover a página é jogar fora todo histórico de tráfego, autoridade e indexação que você construiu. Redirecionar sem critério é ainda pior, pois confunde a IA, confunde o cliente e quebra a confiança.

O caminho correto é transparente e funcional: deixe claro que o item está temporariamente indisponível, ofereça uma inscrição do tipo “avise-me quando chegar” e sugira produtos semelhantes na mesma página. Você transforma um esgotamento em oportunidade de retenção.

Remover a página ou redirecionar só faz sentido se realmente foi decidido e pensado em deixar de trabalhar com aquele produto. 

Falta de estoque não é problema técnico. É problema de decisão. E decisão errada custa caro. 

Loja conversacional: transforme atendimento em vendas

As tendências informam que o futuro é conversacional. Um chat que realmente entenda seu catálogo, políticas, prazos e estoque local consegue encurtar drasticamente o caminho entre a intenção de compra e a finalização no carrinho.

Pense nas experiências possíveis com assistentes de compra inteligentes: um cliente pergunta “quero um notebook para faculdade de design, até R$ 3.000, leve e com boa bateria”, e o sistema retorna 2-3 opções com uma comparação essencial. Ou ainda, um cálculo de frete por CEP em tempo real e sugestões de bundles inteligentes.

Para isso, o atendimento híbrido – humano + IA – é a solução. Prepare sua equipe para o volume da Black Friday com chatbots para dúvidas frequentes e qualificação inicial, e uma escalação inteligente para atendimento humano quando necessário. Tenha uma equipe ampliada e treinada para o período, com tempos de resposta máximos definidos por canal e scripts atualizados.

Criativos e mídia com inteligência artificial: velocidade com controle

A inteligência artificial não só otimiza, mas também acelera a criação e gestão de campanhas de mídia. Na Making, utilizamos a automação inteligente de campanhas para gerar variações de criativos, adaptar mensagens por público e canal, realizar testes A/B automatizados e otimizar lances baseados em performance.

A segmentação estratégica é fundamental: para caçadores de ofertas, destacamos preço e urgência; para compradores criteriosos, garantia e suporte; para novos clientes, credibilidade; e para clientes recorrentes, exclusividade e benefícios.

Nossas estratégias de mídia paga específicas para a Black Friday incluem no Google Ads o uso de palavras-chave com maior taxa de conversão histórica, extensões de anúncios específicas, campanhas de marca + “Black Friday” e ajuste de lances por horário. No Meta Ads, focamos em anúncios para audiências que já curtiram sua página, lookalikes de compradores anteriores e retargeting de visitantes do site.

Disponibilize WhatsApp como canal de vendas

O WhatsApp se consolidou como um canal de vendas e atendimento poderoso no Brasil. Na Making, recomendamos uma estratégia de grupos e listas para maximizar seu potencial.

A implementação ideal começa com a captura de autorização na landing page para comunicação via WhatsApp. Em seguida, crie listas de transmissão (e não grupos) para ter controle total, estabelecendo regras claras onde apenas administradores postam conteúdo. Ofereça exclusividade, como descontos especiais, e automatize quando possível com chatbots para dúvidas frequentes.

Live commerce: a nova fronteira

O live commerce é uma tendência crescente que combina entretenimento e vendas em tempo real. Na Making, incentivamos a exploração de transmissões que vendem.

A estratégia de live commerce envolve demonstrações de produtos em tempo real, interação direta com a audiência, ofertas exclusivas durante a transmissão, parcerias com influenciadores e integração com um checkout simplificado. Plataformas como Instagram Live, YouTube Live e TikTok Live Shopping são excelentes opções.

Logística e entrega: o diferencial competitivo

Na Black Friday, a logística e a entrega deixam de ser apenas um custo para se tornarem um verdadeiro diferencial competitivo. A entrega ultrarrápida é uma vantagem que o consumidor valoriza cada vez mais.

Nossas estratégias logísticas incluem parcerias para entrega no mesmo dia em grandes centros, comunicação clara de prazos realistas, rastreamento em tempo real, opções de retirada em pontos estratégicos e um backup de fornecedores.

A gestão de estoque inteligente é uma preparação essencial. Isso envolve a análise de demanda baseada em anos anteriores, a manutenção de um estoque de segurança para produtos-âncora, a negociação de condições especiais com fornecedores e um sistema de alertas para produtos em baixa.

Não abandone a sexta-feira, mas planeje a Black November

A Black Friday de 2026 acontece em 27 de novembro, mas concentrar toda a estratégia nessa sexta-feira pode significar chegar tarde à decisão do consumidor.

Os dados de 2025 mostram duas forças acontecendo ao mesmo tempo. De um lado, as compras se espalharam pelo mês. De outro, quinta e sexta-feira continuaram concentrando forte intensidade de conversão.

Isso exige planejamento em etapas. O período anterior deve construir audiência, intenção, listas, remarketing e confiança. À medida que a data se aproxima, preço, disponibilidade, condições comerciais e urgência ganham mais peso. A distribuição da verba deve seguir os dados do próprio negócio, e não uma regra universal de concentração em um único dia.

Confiança como feature de vendas

Confiança não importa apenas para quem compra. Sistemas de busca também procuram sinais que ajudem a identificar conteúdo útil e confiável. No caso do Google, confiança é o elemento central do conceito de E-E-A-T, apoiado por experiência, conhecimento e autoridade.

Para um e-commerce, isso se traduz em algo bastante concreto: autoria identificável, informações empresariais verificáveis, avaliações legítimas, políticas claras, preço e disponibilidade coerentes, segurança, atendimento acessível e cumprimento do que foi prometido.

Seja honesto e ofereça descontos reais

Combater a “Black Fraude” é uma responsabilidade de todos. O consumidor não avalia apenas o tamanho do desconto. Ele também tenta descobrir se pode confiar nele. Em levantamento do Reclame Aqui divulgado antes da Black Friday de 2025, 63% dos entrevistados afirmaram não saber identificar quando uma oferta era falsa.

Isso reforça uma regra simples: preço anterior, desconto, condições de pagamento, frete, disponibilidade e prazo precisam ser apresentados sem ambiguidade. Transparência não elimina a necessidade de uma boa oferta, mas ajuda o consumidor a acreditar nela.

Aproveitando a temporada de fim de ano

A Black Friday é apenas o início de uma temporada rica em oportunidades de vendas. Trata-se de uma visão de longo prazo para o calendário estratégico.

Após a Black Friday, temos a Cyber Monday, o período do 13º salário, o Natal, o Ano Novo e as Férias.

Aproveite o aumento de audiência da Black Friday com estratégias de retenção: ofereça vouchers com desconto para compras futuras, crie um programa de fidelidade, utilize o e-mail marketing com conteúdo relevante e explore o cross-sell e up-sell.

Segurança cibernética: proteção essencial

A segurança cibernética é um elemento não negociável, especialmente em períodos de alto volume. Uma infraestrutura segura é a base.

O risco cresce junto com o volume de transações. Entre 27 e 30 de novembro de 2025, a Serasa Experian identificou 22.295 tentativas de fraude no e-commerce, operações que poderiam representar aproximadamente R$ 24 milhões em prejuízos. Na primeira semana daquele mesmo mês, já haviam sido detectadas 39,2 mil tentativas.

Segurança, portanto, não deve aparecer apenas no checklist técnico da Black Friday. Ela faz parte da experiência de compra e da confiança que a marca constrói antes da conversão.

Isso inclui certificados SSL atualizados, sistemas de pagamento certificados, monitoramento de atividades suspeitas, backup de dados em tempo real e um plano de contingência robusto. Além da tecnologia, a educação da equipe é vital. Treine seu time para identificar tentativas de fraude, siga protocolos de segurança de dados e use as ferramentas de inteligência artificial de forma responsável.

Medição que importa na era da inteligência artificial

Na Making, sabemos que medir é fundamental para otimizar. Além das métricas tradicionais como ROI e ROAS, taxa de conversão e ticket médio, a era da inteligência artificial nos traz novas métricas essenciais.

Pense em medir a taxa de respostas úteis do assistente virtual, a cobertura de schema markup nas páginas-chave, a velocidade de atualização de preço/estoque, as menções e citações orgânicas e a conversão por segmento de intenção.

A análise e otimização contínua são um processo de melhoria constante. Monitoramos em tempo real, fazemos ajustes dinâmicos, realizamos análises pós-campanha com insights acionáveis e documentamos os aprendizados.

O que priorizar nas próximas semanas

Se você precisa de foco para os preparativos finais da Black Friday 2026, recomendamos priorizar quatro frentes essenciais:

  1. Entidade e confiança da marca: Garanta que suas páginas institucionais estejam completas, suas políticas claras e seus dados consistentes.
  2. Dados estruturados e feeds: Invista em schema markup em produtos e FAQs. Mantenha seu Google Merchant Center impecável.
  3. Hub de ofertas inteligente: Crie uma landing page específica com conteúdo útil e um assistente de compra que conheça seu catálogo.
  4. Automação e personalização: Utilize chatbots para qualificação, e-mail marketing segmentado e criativos dinâmicos.


O que a Black Friday de 2025 ensina para 2026

A Black Friday de 2025 deixou um aprendizado claro: a disputa pelas vendas começou antes da sexta-feira oficial e passou a envolver uma jornada de pesquisa mais longa, distribuída entre buscadores, marketplaces, redes sociais e ferramentas de inteligência artificial. 

Para a Black Friday de 2026, isso significa que preparar apenas campanha, mídia e desconto já não é suficiente. As marcas precisam chegar a novembro com informações organizadas, presença digital consistente, operação preparada e conteúdo capaz de ajudar o consumidor durante a decisão. 

O restante é execução: um feed limpo, páginas que respondem, criativos que são testados e uma logística que cumpre o prometido. A inteligência artificial não cria demanda sozinha, mas ela está cada vez mais presente no meio do caminho entre o desejo do consumidor e a compra. Prepare o terreno para que esse caminho passe, inevitavelmente, pela sua loja.

Próximo passo: vamos acelerar sua Black Friday 2026 com inteligência artificial

Caso precise de ajuda ou tenha interesse em aprofundar essas estratégias, a Making oferece soluções personalizadas:

Consultoria estratégica para Black Friday

Planejamento de ofertas, calendário de ações, definição de metas, segmentações e posicionamento para aparecer nas experiências de inteligência artificial (AI Overviews, assistentes e comparadores), alinhando marketing, operações e logística.

Gestão completa do marketing digital da campanha

Execução ponta a ponta: mídia paga, SEO e conteúdo orientado a intenção, CRM e automações, criativos e landing pages, otimização contínua com testes A/B e leitura diária de performance.

Suporte pontual em áreas específicas

Intervenções cirúrgicas onde mais dói agora: feed do Merchant Center e dados estruturados, SEO técnico, CRO, e-mail, social ads ou setup de mensuração.

Se quiser, podemos começar validando rapidamente seu site e o feed de produtos para identificar ganhos imediatos para as experiências de inteligência artificial e para a performance de mídia. É só nos enviar a URL da loja e os principais objetivos desta Black Friday 2026.

Este artigo foi originalmente publicado em setembro de 2025 e atualizado em setembro de 2026 após a divulgação dos resultados consolidados da Black Friday 2025. Para esta revisão, confrontamos dados de mercado com nossa experiência em SEO, mídia paga, conteúdo, CRO e estratégias digitais para e-commerce. Projeções sobre 2026 são apresentadas como tendências e interpretações, e não como resultados garantidos.

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