O marketing está entrando em uma nova fase. Em 2026, não vence quem publica mais, investe mais em mídia ou adota tecnologia de forma isolada. Vence quem consegue integrar dados, inteligência artificial, marca e experiência humana de forma coerente e estratégica.
As transformações não são pontuais, elas afetam como as pessoas buscam informação, como confiam nas marcas e como decidem comprar.
Neste artigo, você vai entender quais tendências realmente vão guiar o marketing em 2026 e, principalmente, como aplicar esses conceitos na prática, de forma realista e sustentável.
Os principais movimentos que estão moldando o marketing em 2026
Alguns movimentos ajudam a entender o cenário que começa a se consolidar para o próximo ano.
A inteligência artificial deixa de ser novidade e passa a fazer parte da base das operações de marketing. Ela se torna um apoio constante na análise de dados, na produção de conteúdo e na tomada de decisão, não como solução mágica, mas como ferramenta de suporte.
A adoção de IA generativa é exponencial: o ChatGPT atingiu cerca de 800 milhões de usuários ativos semanais em 2025, mais que o dobro em relação ao início do ano, sinalizando sua incorporação profunda na rotina digital global.
O custo da mídia continua subindo, o que exige escolhas mais conscientes. Investir mais deixa de ser suficiente; passa a ser fundamental investir melhor, com foco em eficiência, priorização e clareza de objetivos.
No Brasil, por exemplo, o repasse de tributos deve elevar o custo de anúncios na Meta em 12,15% a partir de 2026, pressionando CPC, CPM e CAC em campanhas nas plataformas Meta (Facebook, Instagram e WhatsApp).
Ao mesmo tempo, a forma como as pessoas buscam informação está mudando de maneira estrutural. Cada vez mais, consumidores recorrem a respostas geradas por inteligência artificial, e não apenas a mecanismos de busca tradicionais.
A pesquisa “A Nova Jornada de Compra”, da Conversion em parceria com a mLabs, mostra que 59,5% da Geração Z e 56% dos Millennials já utilizam IA para pesquisar produtos, tratando a tecnologia quase como um consultor de compras particular. Para esses públicos, redes sociais como Instagram e TikTok assumem papel central na descoberta de marcas e soluções.
Em contraste, Geração X e Baby Boomers mantêm forte vínculo com o Google e canais tradicionais, priorizando segurança, validação adicional e, muitas vezes, a experiência presencial antes da decisão final. Esse comportamento sustenta o conceito de Orquestração das Buscas, apresentado pelo estudo, e reforça que a jornada de compra deixou de ser linear ou concentrada em um único canal.
Nesse contexto, fica evidente que não existe mais um consumidor médio. Estratégias isoladas perdem força diante da necessidade de abordagens omnichannel, que integrem SEO, redes sociais, mídia paga e experiências físicas de forma consistente.
A confiança, cada vez mais, é construída por autenticidade, avaliações orgânicas e experiências reais, superando a publicidade convencional em um ecossistema digital mais fragmentado e exigente.
Em vez de competir por orçamento ou atenção, branding e performance passam a caminhar juntos. Uma marca bem construída facilita a decisão de compra, enquanto a performance ajuda a transformar esse valor em crescimento sustentável. Com tudo isso, o marketing deixa de ser apenas a execução de campanhas isoladas e passa a ser uma orquestração contínua entre dados, tecnologia e narrativa de marca, sempre orientada pela experiência do consumidor.
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7 dicas de como aplicar as tendências de marketing 2026 nas suas estratégias de marketing
1. Inteligência artificial como base da operação de marketing
Em 2026, usar inteligência artificial apenas para gerar textos, imagens ou anúncios já não será suficiente. A IA passa a fazer parte da base da operação de marketing, ajudando times a tomarem decisões melhores, automatizarem processos e analisarem cenários com mais clareza.
Mais do que executar tarefas pontuais, a IA ajuda a lidar com a complexidade do dia a dia. Ela organiza informações, aponta padrões e apoia escolhas estratégicas em frentes como:
- Planejamento e priorização de conteúdo
- Análise preditiva de comportamento do consumidor
- Segmentação mais inteligente de audiências
- Personalização de jornadas em escala
- Integração mais eficiente entre marketing e vendas
Como aplicar na prática?
- Integre soluções de IA às plataformas de CRM e automação de marketing. O objetivo é a melhor circulação e dados entre os times de marketing e vendas. Essa sinergia será muito importante para tomadas de decisões mais eficientes para o novo perfil de consumidor.
- Use a IA para analisar o comportamento dos usuários, identificando padrões de conversão, pontos de queda no funil de vendas e oportunidades de melhoria que nem sempre são visíveis no dia a dia.
- Combine automação com revisão humana para garantir coerência estratégica e consistência de marca. É importante lembrar que automação não substitui o olhar humano.
A IA deve acelerar processos, mas decisões estratégicas, ajustes de tom e alinhamento com a identidade da marca continuam dependendo de pessoas. É essa combinação que garante consistência e qualidade ao longo do tempo.
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2. Conteúdo estruturado para pessoas e mecanismos de IA
A forma como o conteúdo é descoberto está mudando. Em 2026, grande parte das respostas não virá mais de cliques em links, mas de respostas diretas geradas por mecanismos de inteligência artificial.
Esse cenário exige uma mudança na forma como o conteúdo é planejado, estruturado e produzido.
Para se aprofundar no assunto, leia também GEO para PMEs: domine o marketing digital com IA e prepare-se para o futuro da busca.
O que muda no conteúdo?
O conteúdo passa a precisar ser mais claro, direto e bem estruturado. Textos longos continuam tendo espaço, mas precisam ser organizados de forma que o leitor, humano ou mecanismo de IA, consiga encontrar respostas com facilidade.
Isso significa produzir conteúdos que respondam dúvidas reais, com objetividade, usando subtítulos, listas e exemplos práticos para guiar a leitura. A lógica deixa de ser “falar sobre um tema” e passa a ser “resolver um problema específico”.
Além disso, ganha força o conteúdo com profundidade, autoridade e contexto. Superficialidade e generalizações tendem a perder relevância, já que não ajudam o usuário nem se destacam em ambientes cada vez mais competitivos.
3. Estratégia de conteúdo: curto para atrair, profundo para converter
Uma das tendências mais claras para 2026 é o uso estratégico e complementar dos diferentes formatos de conteúdo. Em vez de apostar em um único tipo de material, as marcas passam a combinar formatos de acordo com o papel de cada um na jornada do consumidor.
Conteúdos curtos cumprem um papel essencial ao:
- Atraírem atenção
- Gerarem descoberta
- Alimentarem redes sociais e ampliarem o alcance e o reconhecimento da marca
Eles funcionam como o primeiro contato, despertando interesse e convidando o público a avançar na jornada.
Já os conteúdos profundos entram em momentos mais estratégicos:
- Educar o público
- Construir autoridade
- Apoiar decisões de compra mais complexas, oferecendo contexto, argumentos e segurança para quem está avaliando uma escolha.
Coloque na sua estratégia conteúdos curtos como porta de entrada para o funil, despertando curiosidade e interesse. A partir deles, direcione o público, nos momentos certos, para materiais mais aprofundados, que ajudem na tomada de decisão.
Evite conteúdos “meio-termo”, que não se destacam nem pelo alcance, nem pela profundidade. Em 2026, estratégia vence volume: produzir mais não significa, necessariamente, gerar mais resultado.
4. Branding e performance operando juntos
Separar branding de performance deixa de fazer sentido em um ambiente saturado de anúncios, automação e mensagens semelhantes. Uma marca forte passa a ser, cada vez mais, um ativo direto de desempenho.
O consumidor tende a escolher marcas que reconhece, confia, entende e considera coerentes ao longo do tempo.
Para que branding e performance realmente caminhem juntos, é importante que o posicionamento da marca esteja presente nas campanhas de aquisição, e não apenas em ações institucionais.
Cada anúncio, landing page ou peça de mídia deve reforçar quem a marca é e o que ela representa.
Os dados de performance entram como aliados desse processo. Eles ajudam a entender quais mensagens geram mais conexão e quais pontos da narrativa precisam ser ajustados.
Por fim, a consistência é o que sustenta tudo isso. Linguagem, identidade visual e mensagem precisam estar alinhadas em todos os canais, do primeiro contato até o pós-venda.
Marca não é apenas discurso. É a soma de experiências repetidas, coerentes e reconhecíveis ao longo de toda a jornada do consumidor.
5. Dados próprios e personalização em escala
Com a redução do uso de cookies de terceiros, os dados coletados diretamente pelas empresas se tornam um dos ativos mais importantes do marketing.
Em 2026, as empresas que não organizam seus dados tendem a depender excessivamente de mídia paga, tomar decisões com base em suposições, perder capacidade de personalização e de entendimento real do comportamento do cliente.
Como aplicar na prática?
- Estruture a coleta de dados em formulários, CRM e canais próprios, garantindo organização e qualidade das informações.
- Use o comportamento real do usuário para segmentar comunicações de forma mais precisa e relevante.
- Personalize conteúdos, ofertas e fluxos de relacionamento, respeitando o momento de cada pessoa na jornada.
Personalização eficaz só acontece quando os dados são bem estruturados, acessíveis e usados com inteligência.
6. Social selling e relacionamento direto com o cliente
As redes sociais deixam de ser apenas canais de alcance e passam a funcionar como ambientes de relacionamento, atendimento e venda.
Ganham destaque:
- WhatsApp como canal direto de relacionamento e conversão
- LinkedIn como espaço estratégico para construção de autoridade no B2B
- Criadores internos e especialistas atuando como vozes legítimas da marca
Como inserir na sua estratégia?
Para funcionar, é preciso estruturar processos de atendimento e conversão. Defina fluxos, responsabilidades, tempo de resposta e critérios de qualificação, evitando interações improvisadas ou desalinhadas com a estratégia da marca.
Outro ponto aqui é capacitar as equipes para uma comunicação mais consultiva. Em vez de discursos promocionais, o foco deve estar em ouvir, entender o contexto do cliente e orientar a melhor solução. Esse tipo de abordagem gera mais confiança e aumenta a qualidade das oportunidades.
Em 2026, a venda tende a ser consequência de um relacionamento bem construído, baseado em troca, confiança e relevância, e não de abordagens imediatistas ou pressionadas.
7. Propósito, coerência e confiança como diferenciais reais
O consumidor de 2026 passa a observar as marcas com mais atenção ao longo do tempo. O que pesa menos é o que a marca diz em campanhas ou manifestos, e o que pesa mais é como ela age no dia a dia.
Valores bonitos no discurso não sustentam uma relação se a experiência não confirma o que foi prometido.
Essa percepção se constrói a partir da transparência nas decisões, principalmente quando algo não sai como o esperado. Marcas que explicam, assumem erros e mostram como estão evoluindo tendem a gerar mais confiança.
Também entra em jogo a coerência entre discurso e prática. Tudo o que a marca comunica precisa se refletir no atendimento, no produto, nos conteúdos e na experiência na totalidade.
Além disso, posicionamentos claros ajudam as pessoas a entenderem no que a marca acredita e se essa visão faz sentido para elas.
No fim, credibilidade não nasce de uma grande campanha, mas da soma de pequenas entregas bem feitas, repetidas de forma coerente ao longo da jornada.
Como aplicar na prática?
- Alinhe promessa e entrega: antes de comunicar qualquer posicionamento, garanta que a operação consegue sustentar o que está sendo prometido. Expectativas frustradas comprometem a confiança rapidamente.
- Mostre processos e bastidores: sempre que fizer sentido, compartilhe decisões, aprendizados e bastidores. Isso humaniza a marca, gera proximidade e reforça credibilidade.
- Transforme valores em ações concretas: valores precisam ser percebidos na prática – no atendimento, no produto, nos conteúdos e em cada ponto de contato com o cliente.
- Construa confiança com constância: confiança não nasce de campanhas pontuais, mas de coerência e entrega real de valor ao longo de toda a jornada.
8. Governança de conteúdo: o alicerce da estratégia de marketing 2026
A governança de conteúdo deixa de ser um tema operacional para se tornar um pilar estratégico do marketing em 2026.
Em um ambiente marcado por inteligência artificial em escala, jornadas fragmentadas e múltiplos pontos de contato, governar o conteúdo passa a ser o que sustenta coerência, confiança e eficiência.
De forma objetiva, governança de conteúdo é o conjunto de políticas, processos e responsabilidades que orientam a criação, publicação, manutenção e arquivamento de todo o conteúdo de uma organização.
Seu papel é garantir que cada ativo esteja alinhado aos objetivos de negócio, à identidade da marca e às necessidades do público, mantendo consistência e qualidade em todos os canais.
Por que a governança de conteúdo é indispensável para o marketing em 2026
Os movimentos que moldam o marketing deixam claro que produzir mais conteúdo não é mais vantagem competitiva. O diferencial passa a ser produzir conteúdo certo, no formato certo, com propósito claro e consistência ao longo do tempo.
A governança é o que viabiliza a coerência estratégica e a consistência de marca em um cenário onde IA apoia decisões, branding e performance caminham juntos e o consumidor está mais crítico. Sem diretrizes claras, o risco é alto: mensagens desalinhadas, experiências fragmentadas e perda de confiança.
Além disso, a governança sustenta propósito, autenticidade e credibilidade. Em um ambiente onde avaliações orgânicas, recomendações e respostas geradas por IA influenciam decisões, garantir que o que a marca diz esteja alinhado ao que ela entrega deixa de ser discurso e passa a ser requisito competitivo.
Conteúdo estruturado para pessoas e para inteligência artificial
Outro ponto central é que a governança de conteúdo é o que permite criar conteúdo estruturado tanto para pessoas quanto para mecanismos de IA. Não se trata apenas de SEO tradicional, mas de produzir materiais profundos, bem organizados, confiáveis e contextualizados, capazes de alimentar motores de resposta, assistentes de IA e jornadas não lineares de consumo de informação.
Sem governança, a IA apenas acelera o caos. Com governança, ela escala consistência, qualidade e autoridade.
GEO e SEO como extensões da governança de conteúdo
Dentro da governança de conteúdo, existem camadas mais especializadas. Entre elas, a governança de GEO (Generative Engine Optimization) e SEO (Search Engine Optimization), focadas em garantir que o conteúdo seja encontrado, interpretado e utilizado tanto por motores de busca tradicionais quanto por ferramentas de inteligência artificial generativa.
Essas práticas visam posicionar a marca como fonte de verdade, relevante e confiável para humanos e algoritmos. Para aprofundar esse tema, recomendamos a leitura do artigo Governança no futuro de SEO e GEO.
Como aplicar a governança de conteúdo, na prática
Seguindo a lógica das demais estratégias para 2026, a governança precisa sair do discurso e se materializar em ações concretas:
- Defina políticas claras: estabeleça diretrizes de tom de voz, estilo, uso de termos, fontes de informação e padrões de E-E-A-T.
- Mapeie o ciclo de vida do conteúdo: da ideação à criação, revisão, publicação, atualização e arquivamento.
- Atribua responsabilidades: deixe claro quem responde pela estratégia, produção, aprovação e manutenção de cada tipo de conteúdo.
- Invista em treinamento: capacite times internos e parceiros para entender e aplicar as diretrizes de governança.
- Audite e atualize regularmente: revise conteúdos existentes para garantir relevância, precisão e alinhamento estratégico ao longo do tempo.
Em 2026, governança de conteúdo não é controle excessivo — é o que permite escalar criatividade, tecnologia e performance sem perder identidade, confiança e foco no consumidor.
O que sua empresa precisa fazer hoje para estar pronta?
Mais do que acompanhar tendências, o verdadeiro desafio está em estruturar estratégia. E isso exige decisões conscientes.
O marketing de 2026 será menos sobre volume e mais sobre inteligência, clareza e consistência. Empresas que entendem isso tendem a competir com mais eficiência, menos desperdício e maior relevância com consumidores cada vez mais exigentes.
Nesse cenário, contar com método, visão integrada e parceiros estratégicos faz diferença. A Making atua ajudando empresas a transformarem cenário em plano, conectando dados, tecnologia, conteúdo e marca para sustentar crescimento no longo prazo.Se sua empresa quer se preparar, a Making pode ajudar a estruturar esse caminho. Entre em contato!

